segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DETETIVE PARTICULAR INVESTIGA “BOA NOITE CINDERELA”.



DETETIVE PARTICULAR INVESTIGA “BOA NOITE CINDERELA”.
POR -  AMAURI DETETIVE BAKER STREET 11 2851-6508 

Nestes anos todos dedicados as investigações particulares, temos alguns casos que ultimamente nos tem chamado a atenção, pela sua frequência e aumento nas estatísticas policiais; acrescentamos ainda que em nossa preocupação em relata-los, contando e comentando, esperamos ajudar as pessoas a prevenirem-se contra os malfeitores e de alguma forma tornar, além de interessante, muito útil aos leitores e amigos os nossos trabalhos e contos.
Estávamos em Marco de 2017, nosso ano realmente começa aqui na capital paulista; época em que terminam as férias escolares e a rotina exaustiva da sobrevivência diária volta aos lares e ocupa a vida das pessoas.
Não é exagero afirmar que a maioria dos casos extraconjugais e desvios empresariais se iniciam ou intensificam nesta época do ano, do lado empresarial e quando são notadas as primeiras estatísticas de prevenção de perdas e ajustes financeiro e auditorias fiscais, no campo sentimental e quando os cônjuges se voltam para sua rotina e despertam-se as carências afetivas.
A história que vamos relatar, e de um cliente chamado Nelson 50 anos, que tem como profissão advogado tributarista de uma grande empresa, após 25 anos de casado, percebeu que a sua esposa Sonia 48 anos, o estava traindo.
Fomos contratados e após uma breve investigação descobrimos que a Sonia mantinha um romance com um gerente do Banco comercial que ela trabalhava; enfim nada que nosso cliente não superasse e em breves dias houve a separação consensual.
Esta transição de vida e comportamento, nem sempre e fácil para os nossos clientes, observo aos leitores e amigos que aqui começa a nossa história propriamente dita.
Relatório entregue, separação realizada, nosso cliente embora triste com as descobertas ficou muito satisfeito com o nosso trabalho e após um mês voltou a nos procurar relatando o seguinte fato:
-Seu Amauri , volto a procura-lo pois me vejo com outro grande problema e preciso dos seus serviços; a história e a seguinte:
- Como e do seu conhecimento, após a minha separação eu comprei um flat na região do Tatuapé e passei a residir sozinho, mas para quem foi casado por tantos anos, descobri que não e tão fácil ser solteiro novamente, não tenho muitos amigos, ainda mais na minha idade e senti a necessidade de conhecer festas e bares. Em uma destas festas com alguns amigos, conheci uma mulher muito linda chamada Ellen , que aparenta seus vinte e poucos anos, apresentou-se como modelo e conversamos por muitas horas, bebemos no barzinho e percebi haver passado da conta e simplesmente apaguei na mesa, meus amigos me encontraram sozinho e dormindo, me acordaram e como eu estava a passar muito mal, me levaram para casa; no dia seguinte percebi compras com meu cartão de debito e credito que somadas chegaram a 3 mil reais; nem preciso observar que por serem operações bancarias mediante o uso de senha, este foi o primeiro prejuízo; contudo a imagem de Ellen não me saia da cabeça, seria ela que junto aos malfeitores acabaram por me pilhar. Preciso saber a verdade, quero que encontre a Ellen, não para saber do que me foi roubado, mas preciso saber que ela realmente e; se teve algo haver com o roubo, ou se foi apenas uma vítima da situação; preciso esclarecer isso urgentemente.
Ao aceitarmos o caso e iniciarmos a investigação, começamos pelo mais logico, o celular do Nelson havia sido levado, mas ele estava regulado para quando tirasse fotos, armazena-las em sua conta icloude; ou seja, tivemos acesso as fotos tiradas na noite e através delas,  pudemos enfim retratar a Ellen e seus amigos.
Em posse destas informações, fomos ao barzinho onde passamos pelo menos uma semana investigando e esperando que ela retornasse, fato que se deu em uma sexta feira, bem quente e chuvosa, a observamos juntamente com outras três garotas tentaram o mesmo golpe, desta feita em um grupo de quatro rapazes, mas não obtiveram êxito, pois estes já familiarizados com a situação, negaram-se gentilmente a dividir bebidas, e mesmo quando duas delas foram a pista de dança, com dois dos rapazes pelo menos um permaneceu sem beber e de olho nas bebidas dos amigos; assim quando perceberam que seria impossível aplicarem o famigerado golpe, acabaram por irem embora. Seguimos Ellen ao seu carro e depois ao seu apartamento situado em um condomínio de classe média no bairro da Mooca em São Paulo.
Apuramos que seu verdadeiro nome era Cleide Aparecida, e era casada e vivia com o marido e duas filhas, de dia trabalhava como balconista de uma rede varejista de produtos de beleza, no mesmo bairro; não havia dúvidas do seu comportamento e relatamos ao nosso cliente, inclusive o modus operante da sua quadrilha que consistia em colocar sedativo chamado popularmente de “boa noite cinderela” nas bebidas das vítimas e delas subtraírem seus pertences e dinheiro realizando débitos em contas preparadas.
A investigação foi detalhada e entregue ao cliente Nelson, que ao saber dos detalhes resolveu ir ao local de trabalho da Ellen (ou Cleide) e conversar com ela; nosso trabalho havia acabado.
Para a nossa surpresa fomos procurados por Nelson, novamente depois de 10 dias e nos reportou que havia ido falar com ela e compreendera os motivos a levavam a cometer os delitos, disse ele que ela era casada com um marginal de nome Pablo e que ele, sendo o seu comparsa a obrigava a cometer os crimes e ficava impreterivelmente com o dinheiro arrecadado; que ele se sensibilizara com a situação de Ellen e que iniciara um romance.
Pediu que apurássemos a ficha criminal de Pablo, pois ela já frequentando seu apartamento prometeu acabar com o seu casamento e que apaixonada ficaria de vez com o Nelson.
Ao iniciarmos a investigação apuramos que Pablo, na verdade era ex-marido de Ellen, e que nem mais residia no Brasil, contudo em posse das informações contatamos o Nelson para lhe passar as informações apuradas e marcamos para um dia de segunda feira.
Na data aprazada o Nelson veio ao escritório e ao saber das nossas investigações, nos relatou a seguinte situação:
-Cai de novo – falou Nelson
-Sábado último, ela foi ao meu apartamento, eu já havia entregue a chave a autorização de entrada, chegou a noite, trouxe um bom vinho, jantamos e fizemos planos para o futuro e eu novamente simplesmente apaguei; desta vez ela sozinha levou dinheiro, celular, eletrônicos, minha coleção de relógios, joias, tvs e tudo que eu tinha e que podia ser transportado, ao acordar deparei com o apartamento vazio. Fui imediatamente a casa dela e encontrei a casa vazia; hoje pela manhã fui ao trabalho dela e ela havia se demitido há pelo menos uma semana, a escola que ela dizia que seus filhos estudavam nunca a tinham visto por lá; enfim cai novamente na mesma armadilha.
Indagamos se ele desejava que a encontrássemos novamente ou que levássemos o ocorrido a polícia; ele pediu que não e que desejava que esquecêssemos tudo e que ele havia aprendido uma grande lição.
Como dizia o grande poeta Victor Hugo “Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas”.
Concluímos neste caso que muitas pessoas são o que são; invariavelmente podem mudar; contudo será sempre nossa obrigação saber, sentir e traçar o nosso destino.

FIM.... 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Detetive Baker Street em um caso chamado "Quando um homem ama uma mulher".

Detetive Baker Street em um caso chamado "Quando um homem ama uma mulher".


QUANDO UM HOMEM AMA UMA MULHER

Mais um dia de trabalho, aqui na Baker Street, entrávamos no verão de 2015; alguns amigos sempre nos perguntam, como e ser detetive profissional, sempre digo que em minha vida nunca fiz muita coisa, foram quase quinze anos como policial, “naquela incansável luta contra o crime”, e já se vão outros dezenove com a nossa agencia de detetive particular, solucionando casos e acima de tudo aprendendo com eles, claro que muitas vezes nos surpreendemos com o seu desfecho, e nesta simples conversa procuro contar aos amigos e leitores algumas de nossas histórias, sempre repito, que os nomes e locais são preservados, mas a essência do caso e sempre real.
Estávamos em Janeiro de 2015, São Paulo, termômetros marcavam quase 35 graus, muito calor para a nossa cidade, e na Baker Street, nosso aconchegante escritório no coração do Tatuapé, vivíamos uma segunda feira, recordo-me nesta ocasião fazer-me acompanhar apenas de uma boa música, um bom jazz ecoava pelo escritório, fechando alguns relatórios para entregar aos clientes, quando como sempre, toca o telefone, do outro lado da linha um homem muito apreensivo toma a palavra:
-Bom dia, e da agencia de detetive? – Pergunta o homem aflito.
-Sim, Amauri falando posso ajudar?
-Meu nome e Rodolfo, preciso muito dos seus serviços, você poderia me atender agora, estou próximo e chego em alguns minutos – completou.
Devido a sua aparente aflição, rapidamente em questão de quarenta minutos, ou seja, as 11:00hs, Rodolfo subia as escadas que dá acesso ao escritório Baker Street.
Adentra a nossa sala um homem magro, aparentando 55 anos, pele queimada de sol, trajava roupas comuns, mãos calejadas de trabalho, muito abatido com o problema que o afligia, após as apresentações cordiais, indiquei o lugar para que se sentasse e ficasse à vontade para iniciar a narrativa de seu problema, quando tomou a palavra:
-Meu nome e Rodolfo, tenho 55 anos, sou comerciante tenho algumas mercearias e comercializo frutas frescas, meu problema e com minha esposa, ela chama-se Carla, tem 52 anos, somos casados a 33 anos, e sinto que ela está me traindo, ela sempre foi boa esposa e companheira, temos um casal de filhos, já crescidos e encaminhados, embora residam conosco, mas o fato é que ela montou um pequeno restaurante acerca de seis meses, não quis mais trabalhar comigo e de um tempo para cá, como trabalho diariamente desde muito cedo, percebo que ela desaparece durante o dia, e cheguei a observar mensagens de aplicativo de celular com o nome de homem, que ela não me mostra.
Sinto-me muito envergonhado em tratar de tal assunto, mas devo confessar que estou enlouquecendo, não penso em outra coisa, ela apesar da idade é uma mulher muito bonita e encantadora e de uns meses para cá, tem se arrumado muito, coisa que nem sempre fez durante a vida; as vezes penso em me matar e acabar com tudo, tamanha minha aflição! – Momento que espalma a mão sobre os olhos e entra em pranto compulsivo.
Nestes casos, primeiro acalmamos o cliente e explicamos que o melhor remédio é saber a verdade, a verdade liberta e faz ver a situação real, e as decisões que tomaremos de cabeça fria, sempre serão nossas, únicas e exclusivas, somente quem enfrenta o problema, com coragem e de peito aberto saberá como agir diante dele.
Resolvemos aceitar o caso e após as tratativas formais, optamos por segui-la, também com o advento da tecnologia, sugerir que ele colocasse um pequeno rastreador, e uma escuta ambiente no carro que ela utiliza, neste caso vale observar que os carros são do nosso cliente (ele possuía dois veículos e eles se revezavam na utilização).
Este tipo de trabalho, normalmente é realizado por um período de 15 dias, e sempre uma questão de inteligência e observação dos lugares que ela ia, as conversas que fazia dentro do veículo; confesso que em certos casos chegamos a flagrar o suspeito no primeiro dia, indo e estacionando em Motéis, mas esse não foi o caso.
Durante a primeira semana, observamos que diariamente ela ia ao restaurante, passava o dia todo lá, saindo apenas para compras, médicos e exames, mas estranhamente ia a um condomínio e estacionava o veículo no interior do prédio, sempre chegava, um pouco antes do almoço e saia a tarde, com o passar dos dias, cada vez mais tarde.
Destacamos uma equipe de seguimento, e em um determinado dia de sol, a flagramos adentrando ao condomínio com o carro e minutos depois tomava sol, na piscina do prédio em companhia de um homem, que identificamos posteriormente tratar-se do mesmo que lhe enviava mensagens.
Através de um drone, obtivemos imagens precisas de momentos de descontração do casal, o que não nos deixava mais dúvidas que a Carla tinha uma intensa relação extraconjugal com um homem chamado Pedro, de mesma idade, que residia no Condomínio.
Ao correlacionarmos as informações com a escuta colocada no carro, soubemos mais da relação dela com o namorado, marcavam encontros e viviam um romance.
Em posse das informações, chamamos nosso cliente Rodolfo e o colocamos a par de nossas descobertas.
Até aqui, tudo normal, como acontece em muitos outros casos, chamamos o cliente e entregamos o material de nossa investigação, ele ficou muito abatido e no dia seguinte retornou ao escritório para entregar o rastreador e a escuta e terminar o caso, contudo não foi isso que aconteceu; para a nossa surpresa ele pensou muito, e fez a seguinte revelação:
- Estou muito triste, mas diante do que me revelam, tive muito o que pensar, e se ela fez o que fez, deve ter um motivo, confesso que nestes 32 anos de casamento, no início éramos assim, apaixonados e felizes, eu trabalhei muito para ter o que temos hoje, me olhei no espelho e confesso que não gostei do que vi, tornei-me triste e amargo, descuidei muito de mim, dela, e não consegui segurar em minhas mãos o amor da minha vida, sou tão culpado quanto ela; e não vou abrir mão do amor de minha vida, vou renovar nossa investigação e vou me propor a mudar, mudar de vida.
Continuaremos monitorando as suas atividades, mas tenho certeza que vou reconquista-la; por isso não falarei nada para ninguém, farei ao contrário, e vou reconquista-la – prosseguiu Rodolfo.
A partir deste dia, prosseguimos a investigação ainda por seis meses, nosso cliente mudou seu visual, sua postura, trabalhou menos e investiu mais em si mesmo, e para nossa surpresa, cerca de cinco meses depois ela já não encontrava mais o namorado, e sua relação voltou a ser apaixonada e sincera.
Nosso cliente deixou claro, sua vontade de mudar, tomou o rumo da sua vida em suas mãos, passou acreditar mais nele e trocou ciúmes e lamentação por ação, deixou que ela, o amor de sua vida, percebesse que ele havia mudado, sem cobranças ou lamentações, como era de se esperar, e isso fez muito bem a ele que se sentiu renovado e pronto para mais este desafio que a vida lhe apresentava, arregaçou as mangas e como ele mesmo nos confidenciou mais tarde “quando entrei em seu escritório, percebia o mundo desmoronando em minha cabeça, e pela ajuda e auxilio de vocês, descobri uma dura e ingrata verdade, mas hoje posso dizer que apanhei no chão os cacos da minha vida e reconstruí o meu verdadeiro eu, hoje olho-me no espelho e voltei a me reconhecer”.  
Findo os seis meses, Rodolfo voltou ao escritório, para devolver os equipamentos, era outra pessoa, muito feliz e confiante, nos confidenciou que a partir de agora não mais desconfiava, pois eles continuavam juntos só que desta vez, não haviam mais interesses ou duvidas, estavam e continuariam juntos por amor.
Não sabemos se continuam juntos, ou o que aconteceu depois disso, mas de uma coisa não temos dúvida, essa história mostra que diante das tragédias cotidianas, todos temos escolhas que podem nos libertar, como nos tornar reféns das nossas atitudes.
Percebam os amigos e leitores, que o coração, tem suas variáveis, muitas vezes precisamos apenas saber a verdade e a verdade sempre liberta.
E assim, prosseguimos descobrindo e trabalhando.


FIM....   

Investigador Particular - UM NOVO CASO - MÍDIA SOCIAL

UM NOVO CASO - MÍDIA SOCIAL O mês é fevereiro, e vivíamos o ano de 2017, penso que a sociedade despertava para a influência das mí...