29 - CASO DE INFIDELIDADE SUPOSTA.


29 - CASO DE INFIDELIDADE SUPOSTA.


Sexta a tarde, uma tarde quente na cidade de São Paulo, no escritório toca o telefone:
-Baker Street, boa tarde, posso ajudá-lo?
-Boa Tarde, quem fala é o Cezar e preciso de informações sobre seus serviços, adianto que meu caso é urgente pois acho que estou enlouquecendo, perdendo a minha sanidade, preciso de auxílio!
Diante da conversa marcamos imediatamente uma reunião, desta feita, em um Shopping aqui próximo, pois este cliente encontrava-se em horário de trabalho e tinha urgência nas orientações sobre suas suspeitas.
Quinze horas, estávamos eu e minha assistente Miriam em um Café, que fora o local marcado para o encontro, quando aproxima-se um rapaz de aproximadamente 30 anos, branco magro e trajando roupas que o descreviam como Gerente de uma loja de Departamentos (claro que usava também o crachá da referida loja), apresentamo-nos e ele passou a descrever o "problema":
-Sou casado com a Glauce há doze anos, ela tem 26 anos, e temos uma filhinha de 8 anos de nome Meire; a Glauce trabalha na região da Avenida Paulista durante o horário comercial e eu desconfio que ela me trai com um colega de trabalho, ela trabalha na mesma empresa há mais de 10 anos, e de algum tempo para cá, tenho a informação pela minha família que ela chega muito tarde em casa todos os dias, sempre poucos minutos antes de eu chegar (chego sempre por volta das 22:00hs), indagada a respeito ela fala dos problemas do transito e de afazeres como compras e passeios uma vez que utiliza-se diariamente do transporte coletivo.
Contratei uma agencia de investigação particular ali no centro de São Paulo para segui-la por alguns dias e foi aí que começou minhas aflições, os profissionais me relataram que ela sai do trabalho sempre no horário certo, por vezes acompanhada de amigas e do amigo de quem desconfio , até mesmo abraçada e de mãos dadas, contudo ele vai para o estacionamento e ela com as amigas seguem para o terminal de metrô, embarca até a estação que por fim é anexa a um Shopping Center e toma o coletivo para nossa casa , contudo nas ocasiões relatadas ou o agente a perdeu no Shopping ou no embarque do coletivo e em todas as ocasiões ela demorou uma ou duas horas a mais do tempo que julgo normal para chegar em casa, portanto minhas aflições residem justamente no tempo decorrido, saber onde ela estava e com quem?
Está dúvida tem corroído meus dias e meu relacionamento, estamos a ponto de nos separar, ela jura amor e diz que é minha imaginação eu estou a ponto de enlouquecer, preciso muito de suas orientações!
Analisando o exposto chegamos à conclusão que o seguimento realizado pelo colega, não foi indicado para este caso, uma vez que as imagens e o problema como um "todo" somente aumentariam a expectativa do cliente fazendo-o enxergar "problema" na mais ínfima atitude como regulagem de horários e deslocamentos, observar supostas alterações ou até mesmo atitudes em seu "trato pessoal" como embelezar-se e valer-se de recursos sadios que elevam a autoestima e a alegria da vida.
Assim, sugerimos que utilizássemos um aplicativo que designamos como CELULAR ESPIÃO, que através do qual ele poderia acompanhar de forma secreta as movimentações, bem como as ligações  e mensagens do celular da sua esposa, recurso que é utilizado para quem, como o Cezar, quer saber a "verdade" sobre o comportamento e atitudes, não queremos entrar no mérito da questão de sua utilização como CONFIANÇA e CUMPLICIDADE que deve existir em todo o relacionamento, mais neste caso o enxergamos que como um remédio amargo e necessário para "corrigir" a situação gerada pelo mau profissional que o havia "auxiliado" anteriormente.
Cezar nos trouxe imediatamente o celular da Glauce e instalamos o referido aplicativo e o orientamos a sua forma de utilização via web, neste caso embora possamos auxiliar neste monitoramento, preferimos que ele seja realizado pelo próprio cliente que conhece a rotina e pode detectar as anormalidades em sua utilização.
Passados dois meses de utilização, fomos procurados pelo Cezar para "agradecer" a orientação e conselhos, pois monitorou os passos da sua esposa e descobriu que ela não "o traia", simplesmente ela tem um jeito muito espontâneo quer com o amigo do trabalho ou as suas amigas, quando sai do trabalho faz passeios ou atividades que não constituem "traição ou relacionamento amoroso" e sabedor destas verdades pode enfim abandonar a "paranoia" da sensação de estar sendo enganado e reajustar sua própria visão com relação ao seu relacionamento e à sua vida.
Pediu informações para desinstalar o referido aplicativo, pois neste caso, já havia sanado todas às suas dúvidas.
Mudou seu comportamento e estava enxergando a vida, como ela deve ser vivida, sem medo ou paranoias.
Mais um "caso" e mais uma lição para que as pessoas saibam que as situações ocorrem em nossa vida para que nos tornemos responsáveis pela condução do leme dos nossos DESTINOS.


Fim.

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